Maverick: Ford relembra a história de um fracasso

Postado em: 04/01/2018 06:34:34

A Ford distribuiu material para a imprensa elogiando o fracassado Maverick, que poderia ter adotado o seguinte slogan: "Grande por fora, pequeno por dentro"

A Ford Brasil decidiu resgatar a imagem de seus automóveis produzidos no país e começou bem, homenageando o Galaxie, o nacional mais luxuoso já oferecido no nosso mercado, fabricado entre 1967 e 1983. Mas continuou mal, distribuindo em seguida para a imprensa um release do fracassado Maverick, pouco mais de 108 mil unidades produzidas entre 1973 e 1979.

 

Ford Maverick teve vida curta

A ideia da Ford era preencher a lacuna entre o compacto Corcel e o enorme Galaxie com um modelo intermediário para concorrer com o Chevrolet Opala. Começou no caminho correto, organizando clínicas com potenciais compradores exibindo vários carros sem o logotipo para perceber a preferência do mercado. Entre os Ford Cortina (inglês), Taunus (alemão) e Maverick (norte-americano), o pessoal não vacilou e indicou o Taunus como o preferido.

Ford Maverick teve vida curta; Taunus quase "roubou" seu lugar

No entanto, carro europeu sempre foi mais sofisticado que o americano e a diretoria da Ford decidiu investir (muito menos) no Maverick. Ao contrário do alemão Taunus, não tinha suspensão traseira independente com molas helicoidais e nem motor de pequena cilindrada, mas sofisticado e oferecendo boa performance. E ainda foi necessária uma estratégica modificação no logotipo norte-americano do carro (abaixo, à dir.), que ostentava dois garbosos chifres…

Ford Maverick teve vida curta

O Ford Maverick era um cupezão barato nos Estados Unidos (2.000 dólares na década de 1970), de mecânica simplória e baixo custo de produção. O primeiro grande erro da fábrica foi adaptar o velho e grandalhão motor de seis cilindros do jipe Willys e do Aero Willys (comprada no Brasil pela Ford), incapaz de conferir uma performance pelo menos razoável ao Maverick (0 a 100 km/h em 20 segundos). Outro ponto negativo era o ridículo espaço no banco traseiro, pouco mais que um 2+2 característico dos esportivos. A Ford tentou resolver o problema lançando um quatro portas com maior entre-eixos mas, à época, o mercado brasileiro andava de amores com os cupês. Foi um caso típico de um projeto ao contrário das expectativas e que poderia ser definido como "grande por fora, pequeno por dentro"…

Ford Maverick teve vida curta

O motorzão Willys foi substituído depois pelo bom e moderno 2.3 produzido na nova fábrica da Ford em Taubaté. E também, como opcional, o famoso V8 302 importado dos EUA. A diretoria da empresa apostou uma pilha de fichas no Maverick, com ações junto à imprensa, promoções mercadológicas e até uma equipe de competições comandada pelo famoso Luiz Antônio Greco para capitalizar a performance do carro com motor V8 nas pistas. Mas nenhuma estratégia de marketing foi capaz de conferir ao Maverick mínimas chances de concorrer com o bem sucedido Chevrolet Opala.

Ford Maverick teve vida curta

Depois de vários desacertos e polêmicas internas que – dizem – fizeram até rolar cabeças na diretoria da Ford, o fracassado teve sua morte decretada em 1979, apenas seis anos depois de seu lançamento.

 

Por Autopapo.com

 

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